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Bombonera é eleita melhor estádio do mundo por revista inglesa

Publicado em 16/11/2015


Bombonera é eleita melhor estádio do mundo por revista inglesa

Na última semana, a revista inglesa FourFourTwo divulgou em seu site uma lista elencando os 100 melhores estádios no mundo. Como toda divulgação tem polêmicas e suas críticas, a revista se precaveu e anunciou como foi feita a eleição, onde foram avaliados cinco quesitos: história, atmosfera, capacidade, arquitetura e ambiente e “fator uou” – este último foi a desejo de torcedores.

La Bombonera, estádio do Boca Juniors, foi o campeão em todos os quesitos e ficou no topo da lista. Em segundo lugar ficou o espanhol Camp Nou, onde joga Messi, Neymar e companhia, com seus 99 mil lugares. Wembley, por ser inglês, não poderia estar de fora da lista. O estádio tem capacidade para 90 mil pessoas, foi inaugurado em 1923, mas reformado em 2007.

O estádio Azteca que já recebeu uma final de Copa do Mundo, fica no México e tem sua capacidade para pouco mais de 98 mil torcedores e foi inaugurado em 1966. A Seleção Brasileira desfilou seu futebol lá, em 1970, na conquista do tricampeonato. Em quinto fica o Giuseppe Meazza ou San Siro. Inaugurado em 1926, o gigante de Milão tem capacidade para 80 mil espectadores.

Embora tenha sido palco da última Copa do Mundo, arenas do Brasil como Arena Corinthians, Allianz Parque, Mané Garrincha e Arena Castelão acabaram passando despercebidos pelos ingleses e não foram citados na lista dos 100 melhores. Porém, dois estádios brasileiros estão na lista: Mineirão em 98° lugar e o Maracanã ficou entre os tops 10, na 6ª posição. A publicação relembrou a época em que o estádio recebeu 200 mil pessoas na decisão da Copa de 50, conhecida como Maracanazzo, em alusão a derrota para o Uruguai.

Confira o top-10 abaixo:
La Bombonera (Buenos Aires)
Camp Nou (Barcelona)
Wembley (Londres)
Azteca (Cidade do México)
San Siro (Milão)
Maracanã (Rio de Janeiro)
Signal Iduna Park (Dortmund)
Santiago Bernabéu (Madri)
Old Trafford (Manchester)
Arena de Munique (Munique)

La Bombonera, o estádio mais pulsante e vibrante do futebol mundial!

Construído em um pequeno espaço no bairro de La Boca, periferia da capital Buenos Aires, a terra ocupada não era uma das maiores para ter um estádio com a capacidade de suportar todos os adeptos de um dos clubes mais ilustres da Argentina, os fãs do Boca Juniors. Inaugurado em 25 de maio de 1940, com capacidade para 49 mil pessoas – embora seu recorde seja ter alcançado mais de 57 mil torcedores – a La Bombonera ou Caixa de Chocolate, chamem como desejar, é um dos palcos mais interessantes do futebol mundial, não só pela proximidade que a torcida fica do gramado, mas também pela identificação com o tradicional clube argentino.

A arquitetura da La Bombonera é um pouco chamativa. Sua forma possui um lado plano com o resto do estádio arqueado ao redor ou para quem vê de cima em uma visão especial, toma a forma da letra D. O estádio passou por diversas reformas ao longo dos anos, ampliando e atendendo as necessidades do clube e dos torcedores. O nome oficial é Estádio Alberto Jacinto Armando, nome alusivo em homenagem ao antigo presidente do clube, na década de 60.

A entrada impressiona, e a verdadeira sensação de entrar em uma caixa de bombons, já que o estádio é pequeno em espaço, mas as arquibancadas são altas e construídas em um estilo quase vertical, se fechando sobre os jogadores.

Uma questão sobre sua capacidade é que, ao longo dos anos ela foi ampliada e chegando aos seus quase 50 mil lugares. Mas ela pode ter um regresso nada agradável ao clube que tem como trunfo, seu torcedor xeneize. Em um futuro próximo, o estádio terá uma redução de quase 15 mil assentos até 2017, quando entrará em vigor as novas regras da FIFA – regra para um clube que tem mais de 110.000 membros ativos.

Hernán Crespo em entrevista a FourFourTwo declarou que ficou chocado quando entrou pela primeira vez no estádio. “Eu pensei que minhas pernas estavam tremendo. Então eu percebi que era o povo”, disse o ex-atacante. Quem também deu sua opinião sobre o estádio, foi o ex-meia uruguaio Ariel Krasouski, campeão do campeonato argentino com o Boca em 1981. “Quando entrei pela primeira vez em La Bombonera, comecei a correr para aquecer e me senti como se o chão tremesse”, recorda Krasouski.

 “Então eu percebi que não era eu, era o chão. O chão estava se movendo. Mais tarde, percebi que aconteceu com todos os jogadores. Quando La Bombonera está lotado e todos os fãs estão cantando, tem um poderoso efeito sobre você. Não apenas mentalmente, mas também fisicamente”, relembrou o meia.

Em uma pesquisa recente do site da Copa Libertadores, questionou-se qual seria o estádio mais temido dentro da competição, e a Bombonera novamente ficou no topo da lista. Vale lembrar também que, vários jogadores importantes da história do futebol, já sentiram a pressão do gigante de La Boca: Maradona, Riquelme, Martín Palermo, Francisco Varallo e atualmente, Carlitos Tévez. O técnico Carlos Bianchi foi um dos maiores vencedores da La Bombonera, comandando o time xeneize em três conquistas da Libertadores.


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